Randori
O diário de treino de jiu-jitsu. Feito porque eu treino.
Os apps de fitness que testei arquivam o jiu-jitsu em Outros — uma hora do treino mais duro que um corpo aguenta, registrada como um chute de calorias. Eu queria três coisas depois da aula: quanto a noite de hoje me custou, o que me pegou e como garantir que não me pegue de novo. O Randori é essas três perguntas, respondidas direito.
Eu fiz isso para mim, no tatame, depois da aula
Eu treino jiu-jitsu. Quase toda noite termina do mesmo jeito: sentado na beirada do tatame, tentando lembrar o que de fato aconteceu na última hora — quais rolas esvaziaram o tanque, em qual armlock eu caí duas vezes, o que o meu professor disse nos trinta segundos em que eu ainda conseguia ouvi-lo.
Os apps que testei queriam que eu fosse corredor. Os cadernos ficavam encharcados. Então construí o que eu vivia procurando e não encontrava: um diário que fala jiu-jitsu — esforço, posições, finalizações, anotações com as minhas palavras — e transforma os erros de hoje à noite no plano de estudo de amanhã.
Esse é o briefing inteiro do produto. Tudo no app responde a uma das minhas três perguntas pós-aula, e o que não respondia foi cortado.
A verdade física de uma noite de treino
Comece um treino e o Watch (ou uma cinta torácica pareada) transmite a frequência cardíaca ao vivo enquanto você rola. O esforço é registrado por round, nos segundos entre um rola e outro — um polegar só, honestidade na lata. Quando a aula termina, você tem a forma real da noite: quão pesada foi, quanto durou, quanto sobrou no tanque.
Pare de cair no mesmo golpe
Foi para ter este recurso que eu construí o app. Você escreve o que aconteceu com as suas próprias palavras — uma anotação, não um menu de opções — e o Randori a conecta a aulas em vídeo de professores que valem a pena estudar. Caiu num armlock? Veja a defesa. Depois, os contra-ataques dos contra-ataques.
caí num armlock da guarda fechada, não consegui tirar o cotovelo a tempo
Defesa de armlock com empilhamento
A correspondência acontece no seu iPhone — as suas anotações nunca saem do aparelho para serem entendidas. A biblioteca vai da faixa branca à preta, então a resposta encontra você no seu nível.
Quando a Apple Intelligence está no iPhone, um modelo de linguagem no próprio aparelho lê a anotação e responde a uma única pergunta bem estreita: essa técnica foi aplicada em você ou por você? Ele só escolhe entre duas páginas que já existem, então uma leitura errada é um tropeço leve, nunca uma invenção. Sem Apple Intelligence? Heurísticas calibradas assumem. De um jeito ou de outro, a anotação nunca sai do aparelho.
/// The SEMANTIC tier: Apple's on-device foundation model, asked ONE /// narrow question the lexical scorer is structurally bad at. The /// words still never leave the device — the model runs in silicon, /// not a cloud — and every path fails toward the deterministic tier: /// unavailable hardware, a guardrail refusal, and a timeout all /// collapse to nil, never to a wrong answer. The model NEVER /// free-generates a suggestion; it only classifies intent on a /// technique the scorer already found, and the redirect target is /// always a graph edge. enum LearnSemanticIntent { /// Apple Intelligence present, enabled, and ready. On anything /// else (old hardware, disabled, model still downloading) the /// caller falls back to the calibrated heuristics. static var isAvailable: Bool { SystemLanguageModel.default.availability == .available } /// The question the bigram heuristic kept fumbling: was this /// technique done TO the athlete, or BY them? Binary, grounded /// in the exact note and the exact technique — the answer only /// ever chooses between two graph-true pages (the technique or /// its curriculum counter), so a misread is a soft miss, never /// an invention. nil means "no verdict" — heuristic decides. static func happenedToAthlete(note: String, techniqueName: String) async -> Bool? { guard isAvailable else { return nil } let session = LanguageModelSession(instructions: """ You read one Brazilian jiu-jitsu training note and answer one \ question about a technique the note refers to: was that technique \ done TO the athlete who wrote the note (they were caught in it, \ tapped to it, kept getting stuck in it, struggled to defend it), \ or did the athlete perform, drill, practice, teach, or study it \ themselves? Getting caught, tapping out, and being swept or \ submitted all mean it happened to the athlete. Saying they hit \ it, landed it, finished it, drilled it, or attacked with it means \ the athlete performed it — that is NOT done to them, even when \ the technique sounds violent. """) do { let response = try await session.respond( to: "Training note: \"\(note)\"\nTechnique: \(techniqueName)", generating: LearnIntentReading.self, options: GenerationOptions(sampling: .greedy) ) return response.content.happenedToAthlete } catch { return nil } } // A silence-filling catalog-pick tier was BUILT here and KILLED // by the eval the same hour (07-22): asked to match a lexically // silent note against the full catalog, the on-device model // answered 5 positives WRONG (rnc-defense for mount-escape // notes) and false-alarmed on 7 of 17 adversarial negatives // ("took my turtle back to the pet store" → turtle recovery). // The 3B model classifies narrow questions well and free-matches // badly; open-catalog recall belongs to a frontier model behind // a proxy, measured on this same eval, or to nobody. } @Generable struct LearnIntentReading { @Guide(description: """ true when the technique was done TO the athlete — caught in it, \ tapped to it, kept getting stuck in it; false when the athlete \ performed, drilled, or studied it themselves """) var happenedToAthlete: Bool }
A faixa, tornada honesta
O progresso no jiu-jitsu é notoriamente opaco — anos entre uma faixa e outra, graduações que chegam quando chegam. O Randori conta o que você pode controlar: os treinos se acumulam numa previsão honesta de para onde você está indo, para que a estrada longa tenha marcos quilométricos.
Desenhado, não tipografado
O ícone é caligrafia de verdade — 乱取り, randori, pincelado com tinta sumi sobre papel washi. O ícone claro é a tinta; o escuro é o mesmo traço em branco, o negativo do pincel. Nada na marca é fonte.
O resto do app mantém essa disciplina. Um vermelho só, o do selo, usado como se usa um hanko: raramente, e só quando é para valer. As cores das faixas carregam a graduação porque já fazem isso na academia. E o ícone vem em mais oito variações (torii, hanko, selo, sol, chuva, ondas, pardais, serra), para a sua Tela de Início escolher o próprio clima.
Uma academia é feita de gente. O app também.
Você não treina sozinho, e o diário não deveria fingir que treina. Conecte-se com as pessoas com quem você realmente rola e compartilhe treinos — uma camada social que roda no banco de dados público do CloudKit. Sem contas, e os seus dados de treino ficam no seu iCloud. As únicas coisas que chegam ao estúdio são denúncias de abuso e contagens anônimas de uso, e nenhuma das duas carrega o seu treino.
Recursos de comunidade trazem responsabilidades de comunidade: a denúncia por usuários chegou já na 1.0, integrada às ferramentas de moderação do próprio estúdio.
Moderação num banco de dados público é um problema de integridade, e o app a trata como tal. Cada banimento é assinado com a chave do estúdio, e cada cliente verifica essa assinatura P256 antes de honrar a ação. Um registro forjado falha na checagem e é ignorado. Quando a lista de moderação está inacessível, o app falha aberto: o feed continua funcionando, porque um soluço de rede nunca deveria silenciar uma academia.
/// The developer's removal power, serverless (guideline 1.2: act on /// reports by removing content and ejecting users). The team /// publishes ModerationActionV1 records to the app's PUBLIC CloudKit /// database — a surface every install can read. Every device fetches /// the list and enforces it: /// /// - a banned POST leaves every reader's stored feed, /// - an ejected USER loses every audience: their posts drop, their /// invitations are refused, and their own app stops publishing. /// /// EVERY ACTION IS SIGNED, and an unverifiable one is ignored. /// CloudKit grants create permission per ROLE, and a server-to-server /// key acts as an authenticated identity (Apple: "as the developer who /// created the key") — so the grant the operator needs is one a /// determined user could also reach with a custom client. The /// signature is what makes the list trustworthy rather than merely /// hard to reach: only the holder of the private half can mint a ban, /// and a forged record dies here. /// /// Fail-open by design: an unreachable public database never blocks /// the app; the last fetched list keeps enforcing from disk. @MainActor @Observable final class ModerationList { /// The moderation signing key's public half (P-256, X9.63). The /// private half lives only in the moderation service. private static let signingPublicKey: P256.Signing.PublicKey? = { guard let data = Data(base64Encoded: "BK+sQ8R8B/PBsA9GuZhVzba4l4NpOn8trxk2tu54/xXqAdBO4xtEc2PZaa+j9drSyfS4TwYu1a/KYofedpdUShc=" ) else { return nil } return try? P256.Signing.PublicKey(x963Representation: data) }() /// A ban counts only if the signature over "kind|targetID" checks /// out against that key. Anything else is somebody else's noise. static func isAuthentic(kind: String, targetID: String, signature: String) -> Bool { guard let key = signingPublicKey, let signatureData = Data(base64Encoded: signature), let parsed = try? P256.Signing.ECDSASignature(derRepresentation: signatureData) else { return false } return key.isValidSignature(parsed, for: Data("\(kind)|\(targetID)".utf8)) } // … refresh() pages through the whole public list; only records // that pass isAuthentic() are ever enforced. When the fetch fails: } catch let error as CKError where error.code == .unknownItem || error.code == .invalidArguments { // The record type does not exist yet in this environment: // an empty list, honestly. First-run schema state, not a // failure worth surfacing. refreshedThisLaunch = true } catch { // Network or account trouble: keep enforcing the last // fetched list. Never louder than that. } }
Engrenagens pequenas e honestas
SwiftUI no iPhone e no Watch. Os treinos sincronizam pelo seu iCloud privado e são gravados no Apple Health como exercícios de verdade. Até a telemetria anônima de uso define uma sessão como um diário de treino definiria — uma rajada de atividade, encerrada por meia hora de silêncio:
/// Session identity: a burst of activity separated by ≥30 quiet minutes. /// Memory-only by design — no persistence, no cross-launch identity. /// Rotation happens in `noteActivity` (called per tracked event), never in /// `currentID` — reading the id at flush time must not start a new session. enum SessionTracker { static let quietGap: TimeInterval = 30 * 60 private static let lock = NSLock() nonisolated(unsafe) private static var id = UUID().uuidString nonisolated(unsafe) private static var startedAt = Date() nonisolated(unsafe) private static var lastEventAt = Date() /// Session that just closed, reported at rotation so the caller can /// record its end under the OLD id. struct EndedSession: Sendable { let id: String let duration: TimeInterval } /// Called before each tracked event. After a quiet gap the old session /// closes (returned) and a fresh one starts. static func noteActivity(now: Date = Date()) -> EndedSession? { lock.lock() defer { lock.unlock() } var ended: EndedSession? if now.timeIntervalSince(lastEventAt) > quietGap { ended = EndedSession(id: id, duration: lastEventAt.timeIntervalSince(startedAt)) id = UUID().uuidString startedAt = now } lastEventAt = now return ended } } // RandoriTelemetry.swift — the only shape a duration ever leaves in: /// Coarse session-length bucket — raw minutes never leave the device. static func minutesBucket(_ minutes: Int) -> String { switch minutes { case ..<30: "u30" case 30...44: "30_44" case 45...59: "45_59" case 60...89: "60_89" default: "90_plus" } }
Doze idiomas no lançamento, do japonês ao árabe — porque o vocabulário do esporte já é global, e o app deve encontrá-lo onde ele está.
Seu treino, enfim contado.
O Randori 1.0 está na App Store para iPhone, com treinos ao vivo no Apple Watch.